CONFIRA COMO FOI A 3ª EDIÇÃO DO "ANTÍDOTO - SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE AÇÕES CULTURAIS EM ZONAS DE CONFLITO"

Depois de quase um mês de atividades, O Antídoto – Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito terminou no dia 23 de outubro de 2008 com um saldo muito positivo. Foram diversos debates, palestras, depoimentos, shows, peças de teatro, exibição de filmes e documentários, apresentações de grupos e o lançamento de dois livros. O evento, que é uma parceria entre o AfroReggae e o Itaú Cultural, aconteceu em São Paulo, na sede do Itaú Cultural, no coração da cidade, na Avenida Paulista.
O Seminário é realizado desde 2006 pelo Itaú Cultural e pelo AfroReggae e tem como sua principal finalidade trazer o intercâmbio, a troca de experiências e instigar o debate entre os atores e pensadores que trabalham direta, ou indiretamente com ações e projetos voltados à discutir, diminuir ou oferecer oportunidades contrárias à violência. Além destes, o público em geral é convidado a entrar neste circuito, expor suas opiniões e porque não, se tornar também protagonista de ações do gênero, caso ainda não o seja.
Os temas centrais, mas não únicos do Seminário, são a força da arte e da cultura no combate à violência, tanto em zonas devastadas pela guerra, bem como em conflitos urbanos ou rurais, não apenas no Brasil mas em diversas outras regiões do planeta que sejam zonas de conflito ou passem por situações semelhantes.
Na edição de 2008 (3ª), o Seminário trouxe pensadores e atores sociais do Brasil, de Burkina Faso, da República Democrática do Congo, de El Salvador e da Índia, que participaram dos debates expondo suas experiências, realidades e dificuldades encontradas em seus projetos e países.
O Antídoto também veio com uma mostra de documentários, o CinePerifa, da Central Única das Favelas (Cufa-SP); a estréia em São Paulo da peça Machado a 3 x 4, do grupo Nós do Morro e shows de AfroReggae, Afro Samba, Ilê Aiyê, Lirinha, Samba da Vela e Z'África Brasil.
Além disso, aconteceu o lançamento do livro A Cultura É a Nossa Arma: AfroReggae nas Favelas do Rio, de Damian Platt e Patrick Neate e também a publicação do livro do Antídoto, que retrata as duas primeiras edições do evento. Para saber mais sobre estas duas edições, você pode visitar os Hot Sites: Site do Antídoto 2006 e Site do Antídoto 2007 .
O Antídoto sediou também uma ação conjunta com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com o apoio da Fundação Rebook, acolheu também, a comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Todas as atividades tiveram entrada gratuita e os shows e o seminário foram transmitidos ao vivo pela internet.
Abaixo você confere a relação do que rolou nesta terceira edição do Seminário:
PARTICIPANTES E EVENTOS DA EDIÇÃO 2008 DO “ANTÍDOTO – SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE AÇÕES CULTURAIS EM ZONAS DE CONFLITO”
DOCUMENTÁRIOS: A Casa Caiu, Carolina, Shame on You, Falcão – Meninos do Tráfico, Direitos Esquecidos: Moradia na Periferia, American Invisible Backbone, Viva a Lei Maria da Penha!, Rap: O Canto da Ceilândia, Distraída para a Morte e É Tudo Nosso! O Hip Hop Fazendo História, Povo Marcado, Krudas, Quilombolas, Favela no Ar, Panorama – Arte na Periferia, Sete Dias em Burkina Faso, O Veneno e o Antídoto – Uma Visão da Violência na Colômbia e Chitti Hatia.
DEBATES: Os Bastidores e a Produção de Falcão – Meninos do Tráfico, com Anderson Quak (Brasil); A Produção Visual: Quem Produz o que para quem?, com Ivan Valente Ferreira, Jeferson De e Toni C (Brasil); Produção, Cultura e Arte na Periferia, com Alessandro Buzo e Sérgio Vaz (Brasil); A Cultura É a Nossa Arma: AfroReggae nas Favelas do Rio, com Damian Platt, um dos autores do livro de mesmo nome e Jorge Luiz Passos Mendes – JB, do AfroReggae; Facções e Fronteiras Invisíveis, com Luis Ernesto Romero Gavidia (El Salvador) e Orlando Zaccone (Brasil) e mediação de Bruno Paes Manso (Brasil); Produção Cultural: Experiências da República Democrática do Congo e de Burkina Faso, com Lena Slachmuijlder (República Democrática do Congo) e Koudbi Koala (Burkina Faso) (foto) e mediação de Renata Bittencourt (Brasil); A Liberdade e Seus Perímetros, com Jucileide Mauger (Brasil) e Ronaldo Monteiro (Brasil) e mediação de Edson Natale (Brasil); O Futuro do Outro Lado do Muro, com Beto Chaves (Brasil) e Norton Guimarães (Brasil) e mediação de Bruno Paes Manso; O Ponto em que Estamos, com Estevão Ciavatta (Brasil) e Cirlene Rocha (Brasil) e mediação de Edson Natale.
EVENTO: Comemoração 2008: 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
SHOWS: AfroSamba e Samba da Vela, AfroReggae, Ilê Aiyê, Z'África Brasil e Lirinha
LANÇAMENTO DE LIVROS: A Cultura É a Nossa Arma: AfroReggae nas Favelas do Rio, de Damian Platt e Patrick Neate e também a publicação Antídoto, que retrata as duas primeiras edições do evento.
PEÇA DE TEATRO: Machado a 3x4, com Nós do Morro.
Texto e cobertura do evento: Christine Keller |
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OFICINAS ITINERANTES DO AFROREGGAE ESTÃO INVADINDO COMUNIDADES DO COMPLEXO DO ALEMÃO

Oficinas de dança, percussão e circo invadiram várias comunidades do Complexo do Alemão a partir desta segunda-feira, 27 de outubro. Trata-se do projeto Oficinas Itinerantes do AfroReggae.
A cada semana, os monitores do AfroReggae visitarão uma comunidade do Complexo. O bairro Nova Brasília será o primeiro a ser atendido, seguido pela Fazendinha. As outras comunidades agraciadas são: Morro da Baiana, Morro dos Mineiros, Morro do Sapo, Morro do Alemão, Reservatório, Morro do Itararé, Conjunto das Palmeiras, Morro das Palmeiras e Morro do Adeus.
O AfroReggae está presente na Grota desde agosto de 2007. O GCAR vê as Oficinas Itinerantes como um projeto-piloto para a expansão de suas atividades para essas outras localidades. “Desde que chegamos aqui no Complexo, os moradores que vivem distante da Grota nos pedem para ampliarmos nosso raio de ação. As tendas são uma oportunidade de levarmos as atividades a eles, captar multiplicadores e reforçar a idéia junto a parceiros para que possamos atender a mais pessoas”, explica Chico Olliveira, coordenador do Núcleo do AfroReggae no Complexo do Alemão.
Programação
As oficinas itinerantes acontecerão sempre às segundas-feiras e terças-feiras, nos turnos de manhã e tarde, durante onze semanas. Os monitores são os mesmos que ministram aulas na sede da Grota. Nas manhãs de segunda-feira haverá aulas de circo e dança às 9h; já na parte da tarde, haverá dança às 13h e circo às 15h. As aulas de percussão acontecem às terças-feiras, às 10h e 14h.
Foto: O Bloco do AfroReggae mostrando que a percussão é um dos pontos fortes entre muitos outros das oficinas do AfroReggae, quando se apresentaram no Complexo do Alemão, Carnaval de 2008. Foto de Rodrigo Gorosito.
Em breve, mais informações do primeiro dia das oficinas e galeria de fotos.
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